O poeta Akira Yamasaki é da Zona Leste de São Paulo… e é também de todas as zonas urbanas-humanas dessa Terra Desvairada… o nosso Scenarium

Um poema de Manoel Gonçalves

[caminhos tortos]   Penitência Trago em mim Estacas no peito Na esperança de findar O sofrimento vampiresco O mal súbito noturno O sangue que vertia ao inverso Saindo de minhas feridas De meus olhos lacrimejantes Sanguíneo farol flamejante Queimando, ardendo, ferindo Trago em meu peito As estacas que enfiei Inocentemente, sem querer Na jugular da…

Conheci Manoel Gonçalves (manogon) através de seu blogue onde escreve-desabafa sobre o cotidiano, com sua poética conhecida… e assim que comecei a pensar o universo artesanal, convidando-o para publicar na Scenarium

Um poema de Marcelo Moro

[teatro de ousadias]   Fogo Fátuo Você me vicia em poucos dias estava a mercê dos teus cristais Mágica fé morena , pequena em  fagulhas de cores ensina-me a querer -te mais e mais você me devolveu os poemas seduziu para fora minhas rimas, confundiu minhas soluções e na solidão das minhas linhas materializa-se em…

Foi Mark Zuckemberg quem meu deu a conhecer Marcelo Moro e a sua poesia. Ao ler suas linhas tive necessidade de entrar em contato, convidando-o a Scenarium…

Um poema de Mariana Gouveia

[o lado de dentro]   Havia qualquer coisa de Santa, mas havia, também, qualquer coisa de louca não sei se o jeito de olhar. O atrever-se com as mãos ou o recato do decote, tão íntimo. Havia qualquer coisa de tímida, mas, também havia qualquer coisa de exibicionista. Não sei se o riso solto ou…

Conheci Mariana Gouveia no mundo dos blogues e quando decidi me aventurar pelo universo dos livros artesanais, a convidei para brincar comigo e ela aceitou… surgiu dias depois o livro ‘o lado de dento’, um belo exemplo de poesia…

Um poema de Álvaro de Campos

Ah, um soneto   Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar e que a vai relembrando pouco a pouco em casa a passear, a passear… No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar) o mar abandonado fica em foco nos músculos cansados de parar. Há saudades…