Eu te desejo um ano… não-clichê!

Por Tatiana Kielberman


É difícil fugir do senso comum ao escrever um texto-mensagem sobre o ano velho… bem como sobre aquele que irá se iniciar em poucos dias. Eu mesma já comecei essas linhas de maneira um tanto óbvia. 

Mas, antes de reprisar o blá-blá-blá, afirmando que 2017 foi positivo — apesar das agruras e sua velocidade surreal — devo dizer que, por vezes, percebo que nossas falas-hábitos-pensamentos-sentimentos-atitudes se tornaram viciosos… repetitivos… comuns, porque assim nos tornamos.

Clichês.

Olho para o lado e as vozes parecem ecoar de modo tão igual. Os enfeites, as músicas, as propagandas: tudo é uma enfastiante repetição de outrora.

Nem os vendedores se preocupam em ser criativos em suas métricas… vendem mais do mesmo, para os mesmos.

Nada mais é novidade nesta terra em que aguardamos pelo amanhã… quando virá o feliz ano novo e estaremos repaginados, prontos à mudança.

Mais uma mudança-clichê?

Tenho para mim que as coisas nunca serão diferentes se as mudanças não acontecerem em nosso íntimo… e isso nada tem a ver com a realidade cotidiana enfadonha, que nos massacra com suas obviedades. Tem a ver com os nossos sonhos, desejos e aspirações… com o que se quer realmente viver e fazer.

Mas, se as suas crenças permanecem limitantes, deixe o “ano novo” para outro dia… outra vida, porque ele não terá novidade para você, que insiste em olhar para o passado, enquanto o presente grita por uma fresta à sua janela…

 

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2 comentários em “Eu te desejo um ano… não-clichê!

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