Por Marcelo Moro


o que me inspira


 

Cotidiano!
Ele me inspira no mesmo ritmo e tempo em que acontece.
Sou mais dos links que dos versos, frases sintéticas que contém os comprimidos para todas as horas, isso é o que deixa suspenso e sem ar.
O soco, na boca do estomago nunca vem de grandes conspirações, mas de curtos e inspirados segundos que podem ou não se abrir em leques, vórtices perenes e eternas, dízimas.
Os espaços dispares entres os passos, o bambolear torto dos quadris, o desconforme das cores nas roupas, tudo isso me é lúdico. Aromas ao lusco fusco de praças verdes cinzentas e o concreto armado são amados aqui dentro como entes que contracenam com as pessoas. A chuva fina sobre pano branco, suas reações e as esperadas críticas vertiginosas a quem observa tudo são acúmulos que dissipar-se-ão sobre o papel virgem.
Caos, fumaça e as explosões siderais dão hipérbole ao que eu preciso dizer sem a grosseira visão carnal dos fatos, transpirando sempre todos os desabafos. Seu perfume me inspira, os jardins de flores ou porcelanas brotam em minhas linhas voluntários e senis, são sorrisos de quem me inspira a rasgar a carne.
Esse meu condenável gosto pela agitação dos dias, pelo ir e vir frenético dão rumo aos pensamentos quando esses se solidificam em tinta e papiro…é uma relação nervosa, literalmente, comigo mesmo senhor e juiz do que escrevo, nunca do que você lê.

 

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