Emerson Braga

SONY DSC…nasceu em 12 de agosto de 1976, é brasileiro e natural de Fortaleza, no estado do Ceará. Nos primeiros anos de sua vida, teve problemas de aprendizado. Não conseguia ler ou escrever coisa alguma, o que se tornou motivo de muita infelicidade. Empenhou-se tanto na conquista de sua alfabetização que a palavra acabou por ganhar importante significação em sua vida. Adquirido o conhecimento, ainda aos sete anos de idade, escreveu seu primeiro conto: A Praia Ruim.
Cursou Letras na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e hoje trabalha no Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado do Ceará, SINCOR/CE. Tem vários trabalhos literários publicados, inclusive sua primeira antologia de contos.

 


Emerson Braga é autor de ‘muiraquitã’
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Lunna Guedes

2018-02-22 12.31.01

sagitariana. degustadora de cafés. uma flecha em voo rasante. colecionadora de silêncios e apreciadora de espaços urbanos. não gosta de fazer compras. detesta dias de sol. ama dias de chuva. aprecia o outono em qualquer hemisfério.

| escreve por escrever somente |

seu único compromisso é com seus abismos, onde salta para sentir a sensação de queda, sem pouso. adestradora de pretéritos e desafiadora de futuros… a direção na qual a ponta do grafite avança. sabe que seus escritos são obras inacabadas… nunca prontos. ponto final é uma coisa incompreensível. prefere reticências e cadernos com folhas de amarelecidos tons.

 


 

Lunna Guedes é autora de “reticências”,
da “trilogia lua de papel” — “septum” e “vermelho por dentro”
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Marcelo Moro

Autor

 

Virginiano místico, nascido sobre terras tecelãs.
Regido sob os véus de Ártemis e suas danças insones desde menino.
Cerziu suas histórias a passos soltos: Ora aqui…ora em Istambul, anéis de Saturno ou nos olhos fumegantes das costureirinhas e de suas entranhas nostálgicas.
Filosofa sua acidez cotidiana em torno de cafés ou doses etílicas, sob a regência dos burburinhos locais.
Com uma peculiaridade característica – musicaliza as curvas poéticas de suas musas como um domador de versos.
Ah! E como são inspiradores seus golfos insensatos! Sobre esse ir e vir, inúmeras vidas, a linha subentendida entre: O ser…o querer e o fato.”

Por Maria C. Florêncio

Poeta, ensaísta, publicitário, músico e futurista!

 


Marcelo Moro é autor dos livros de poesias
“Teatro das Ousadias” e “Alameda das Sombras”
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Maria Florêncio

Autora

Parida na acidez de Áries, em uma madrugada de Abril… sob as águas mornas de uma cidade litorânea tupiniquim qualquer. Não gosta das ondas calmas. Brinca até hoje com todas as Manias que lhe habitam. Rabisca suas emoções desde que lhe ‘disseram’ ser gente, entre grafites e tintas. Aprendeu com os Anciões que linhas possuíam formas-dores e alegrias e cabiam em envelopes. Vive com os pés na Lua. Alma sem raízes ou culpas. Sorve bebidas quentes por compulsão… se veste de nostalgia para ir à guerra. Perde-se entre amores irracionais e ilógicos. Cansou de delegar ambições alheias. Jogou folhas e contratos ao vento e voltou a respirar. É mãe por acaso-pretensão instintiva e cheia de porquês… Sem respostas.

 


Maria Florêncio é autora do livro de poesias Sadness
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Sadness | Maria Florêncio

$ 35

 

 


Sadness é um livro de poesias que são argumentos do dia-vida-noite-morte… e o tempo anda para frente e para trás… às vezes, avança para dentro-fora e se perde em contraditórios movimentos inesperados, como num soluçar ininterrupto ou aquela pontada mais aguda que não é fim, nem começo… é apenas uma pausa nas coisas, como aquele ponto no final de um verso.

Mariana Gouveia

Autora

 

Nasci numa fazenda no interior de Goiás, das mãos de uma parteira que se chamava Florinda, mas que todo mundo a conheciam por dona Fulô, no primeiro dia de julho de 1.965. Era inverno, mas parecia primavera… Ali, cresci e vivi um conto de fadas entre sete irmãos. Mudei para Mato Grosso por conta de uma doença de minha mãe, num dia qualquer de agosto. Precisamente dia 25. Era outono, mas não havia diferença entre os dias quentes de verão e vim descobrir bem depois que era assim o ano todo e em qualquer estação… Desde pequena as palavras me invadiram e escrevia em tudo que podia. Papel de pão, papel de embrulho de qualquer coisa, guardanapos, chão. Cadernos eram luxos que só vez ou outra ganhava, e reservava eles para depositar sonhos, história e o dia a dia vivido. Tornei-me radialista por vocação e isso me dava a liberdade de espalhar as palavras que eu escrevia nas ondas do rádio. Sonhadora. Adoro as noites de lua, borboletas, joaninhas, libélulas e fotografias — não necessariamente nessa ordem — artesã de alma e de paixão.
Amo o rádio. Aproveito o eu lírico e enfeito o papel com os sonhos — os realizados e os que ainda vou realizar. Apaixonada, dedicada e toda coração. Essa sou eu.

 


Mariana Gouveia é autora do livro de poesias ‘o lado de dentro’
e ‘cadeados abertos’… para mais informações clique aqui…

Obdulio Nuñes Ortega

Autor

 

nasceu a fórceps no começo de outubro de 1961, no centro de São Paulo. Ainda criança, começou a se mover para a Periferia, primeiro à Leste, depois ao Norte. Desde cedo, quis ser escritor.
Renasceu aos 17 anos, vegetariano e a crer. Aos 27, renasceu casado e pai. Escolheu trabalhar como peão e dono de seu próprio negócio. Budista, demorou a lucrar. Franciscano, aceitou com resignação ganhar o pão com o suor de seu rosto.
O escritor adormeceu e, sem ter como se expressar, aquele Obdulio morreu no final de outubro de 2007, diabético, por excesso de amargor. O atual renasceu a carregar a memória do antigo homem que escrevia, a enxergar o mundo com novos olhos… ainda que a herdar a miopia do outro. E chega até este quadrante a sentir redivivo… a cometer os erros dos novos, a renovar os seus ímpetos, a amar como um adolescente, a ser escritor, como sempre quis.

 


Obdulio Nunes Ortega é autor de ‘REALidade’
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Roseli Pedroso

Autora

 

Surgi nesse mundo em plena noite de São João com a curiosidade nata de quem veio a esse mundo para tudo registrar. Sigo a risca esse lema e através de meus escritos, desenho minha história e invento muitas vidas. Acho que gosto de ser Deus!

 


Roseli Pedroso é autora do livro de crônicas:
‘receituário de uma espectadora’…

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Virginia Finzetto

Autora

Escolhida entre as múltiplas que lhe habitam, atrás de seu par de olhos escuros, surge a humorista de ocasião nas redes sociais. Essa promete às demais um rodízio, até que todas as outras possam também representar o seu núcleo de incertezas. Hoje, desconfiada que as palavras não pertençam a nenhuma delas, ela se acha apenas uma garota de vários recados. Dos papeis que já representou, sendo o de jornalista o mais frequente, assina todos eles com seu nome próprio sem arrependimentos.



Virginia Finzetto é autora do livro de poesias vi e/ou vi…

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Junho | rotina (?)

Por Maria Florêncio

 

Mas, diante a dissipação da verdade…
A realidade se dilui em uma tempestade
turva, estampando as personas, cerrando…
as persianas dessas inúmeras vis caricaturas.
Por desacreditar nas tais máscaras,
Que algo além do corpo, morre…
Uma noite por vez. Uma vida por dia.

E na transparência de amores mais sutis,
Estes… vistos apenas sobre a face nua de pesadelos libertos,
não se permite mais sonhar de forma vertical… ou lúcida.

Entende a parábola do impossível.
Desenha um ‘Não’ de talhão a reverberar
por um extra mundo.

Esse a(r)mar polido, varrido pelo tempo
Digno de ermitão.

Um imenso acúmulo de nadas a preencher as vistas,
além das próprias trincheiras.

Estende a mão à palmatória… trava uma
batalha — maxibuco — mandibular.
Simplória.

E a cada golpe… lê um céu redundante.
Nuance de mar a desviar o peso de uma
Espécie de asa ausente viajante.

Nada sabe de seus próximos caminhos.
Pisa em falso, por acostumar-se a dor.
Verte sangue… deturpa as lágrimas
como forma errante de se conduzir.
.
.
.
( Mas nada disso importa!
Desde que haja… a ousadia do sol.
Em outro novo e… maldito amanhã).

23 – Nem sempre a lápis | três poemas de Ingrid Morandian

Outra face

amemo-nos como lâminas
na escura trincheira das horas
no acolhimento de versos sem distância

guardado no silêncio, tanto melhor
a lua surge na escadaria em modulações do corpo

não faço mesuras, ditei pensamentos em frente ao espelho
minha voragem são os minutos dentro das respirações
amemo-nos, dois foragidos na noite

 


 


Ferrovia leste

meu estado de neblina encobre os trilhos da longa ferrovia,
incontáveis esporas saem do meu corpo e machucam
como palavras afiadas,
a quem pertence estes caminhos?
o funcionário da estação não deixou
as correspondências de Deus. Falta-me a noite
e seu entorno, falta-me a realidade atrás das montanhas.
Por que os deuses repartiram o sol?
se não haveria mais tendas no frêmito das horas?
a estrada continua nebulosa, a luz do poste flutua na estação,
o funcionário esqueceu de deixar uma cópia da chave.
preciso abrir as ondas para limpar o oceano.
preciso partir.

o funcionário dizia: qualquer camada que se aporte no prurido
das vírgulas, causa um incômodo.
e, eu não entendia.
atravessei os quartos da casa como se fossem continentes
infinitos de histórias. O rumorejar de passos no assoalho
decompõe a química das sombras. O arredor borrado de escritas.
preciso partir

na véspera, uma senhora embarcou no último trem,
levando a existência de sonhos, a carregar a impermanência das palavras

 


 

Planar

Você, intumescido, agasalha o relevo
Da minha geografia
Após longa estiagem,
Pousamos leves na cama

Junho | A rotina clandestina da escritora que sou

Por Adriana Aneli

 

Ela acorda tarde. Vira de lado e se elabora. Gosta de ficar mais um pouco, quieta, preguiçosa. Anda meio calada, a palavra, que nunca se deu fácil a qualquer ouvido e prefere se ausentar a cumprir compromissos com o papel em branco.
É irritável e caprichosa, abomina seu uso excessivo, explicações repetidas, emoções alongadas. Aprecia o humor e exige liberdades: outros ritmos, novos significados.
Meu papel é alimentá-la bem e vesti-la com elegância. Em troca, vive aqui e me deixa espiar enquanto cresce…
Eu me divirto com sua graça. E me espanto com sua ousadia e toda a perversão das suas possibilidades.
Se me abandona, logo volta em bando, pássaro livre num comboio de ideias. Então despojo-me do que sou ou pretenderia ser um dia… Fico a seu serviço, escrevendo, sem me preocupar com perguntas, e paciente com tudo o que não está resolvido no meu coração.