Adriana Aneli

Lembro-me — e não sou boa em recordar pessoas — de nosso primeiro contato: apressado.  Seu passo pequeno sem deixar rastros. Olhar dissimulado… sem vertente de fazer somas. Nem mesmo voz parecia ter… foi apenas um gesto: cartão deitado em minhas mãos.
Bastou, no entanto, uma xícara de café, para sabê-la Mulher… de palavras e traços… de azul a bordô. Uma sombra no chão a marcar seus contornos, como se calculasse o espaço vago para si mesma.
Sempre breve e exata… um expresso degustado no final da tarde. Um bom presságio para um diálogo que não retorna… se espalha e se conjuga com sorriso esquadrilhado.
Foi café-amor, com narrativas que são tatuagens em busca de pele… e em linha reta foi… diário a narrar as peripécias do verão ao inverno, em poucas horas.
Também é poesia… missiva… é tudo que o papel aceita quando o silêncio se aconchega e e pais, mar… um céu esquecido. Memória. Ausência das horas. Caderno aberto. Xícara de chá quente. Um degustar demorado.

Senhoras e senhores: Adriana Aneli

 

 


 

Autora dos livros
| amor expresso | a construção da primavera | o sol da tarde |

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Andri Carvão

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Nascido em 1978, auge do movimento punk, o autor é pesquisador e colecionador inveterado de livros, LPs, CDs, HQs. Oscila entre períodos de produção intensa e bloqueio literário. Talvez por isso preencha esses momentos de bloqueios criativos, aumentando, devorando e babando em suas coleções. Estudou artes plásticas, mas trocou o pincel pela pena ao tomar contato com a poesia. Já foi skatista, pichador, grafiteiro. Mas, hoje, casado, pai de duas filhas, divide seu tempo entre a família em passeios aos finais de semana e o trabalho burocrático repetitivo. Não toma refrigerante há pelo menos cinco anos e corre 5 km dia sim dia não. Viciado em cafezinho, só bebe até cair, socialmente.

 


Autor do  livro “puizya pop & outros bagaços no abismo
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Anselmo Vasconcellos

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Aprendi a ser engenho de mim mesmo. Crio labirintos com o corpo, com a intuição, com a racionalidade e assim me transporto para outros, provoco, compartilho invenções, perdido dentro dele. Quem me acolhe ou me nega de alguma forma é a saída.

 


Anselmo Vasconcellos é autor de Mia e Zine Comédia
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Caetano Lagrasta

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“J. D. Salinger escreveu uma obra prima, O apanhador no campo de centeio, recomendando que os leitores que tivesse gostado do livro ligassem para o autor; depois passou os vinte anos seguintes sem atender o telefone”
John Updike

CAETANO LAGRASTA NETO de italianos, paulistano do Brás; ocupa a Cadeira Graciliano Ramos – Acadêmico da Faculdade de Direito da USP; Menção Honrosa do Prêmio Governador do Estado, 1967, com o livro de contos Abecedário (Ed. Scenarium, em 2016).

Corroteirista, ator e autor de comentário musical, em longas e curtas metragens; fotógrafo; O Fazedor, 2001; Livro de Horas, 2004 e Ópera Bufa, 2007, poemas, em edição do autor; 1968 e outras estórias, Le Calmon em 2013, contos.

Arriscou-se, sempre, a ideias jurídicas, também sobre a Família (a dele e a dos outros).
Durante estes anos, atendeu telefone.


Caetano Lagrasta é autor de ‘abecedário’
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Cintia Araújo

Cintia Araujo

Nasci no outono. Manhã de sol enluarado. Ditadura imposta garganta abaixo. Por isso sou uma coisa escancarada. De derramamentos. Onde tudo brota! Mas paradoxalmente eu sou uma coisa hermética. De emburramentos. Onde tudo se guarda. Eu sou o outono. Com seus guardados. Suas exposições. Folhas penduradas nas árvores. Desfolhadas nas calçadas…

 


Cintia Araujo é autora do livro ‘impressões’
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Chris Herrmann

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Nascida no Rio de Janeiro às nove horas da noite de uma sexta-feira sob o signo de câncer, Chris Herrmann cresceu numa família numerosa. Quando aprendeu a escrever, antes mesmo de ir para a escola, desenhou suas primeiras palavras nas paredes de casa para desespero de seus pais. No Brasil estudou Letras, Música e trabalhou como secretária. Após mudanças de planos e águas foi recomeçar do outro lado do oceano. Na Alemanha, constituiu família, trabalhou como tradutora, webdesigner e fez a pós-graduação ‘Musikgeragogik’. Trabalhou mais de dez anos como musicoterapeuta. Porém, o amor pela literatura sempre foi seu porto seguro, como podem testemunhar seus livros de poesia “Voos de Borboleta”, “Na Rota do Hai y Kai”, “Gota a Gota” e o romance “Borboleta – a menina que lia poesia”. Além das diversas publicações e antologias das quais participou, editou e organizou. É uma das autoras da Revista Plural e edita em parceria com Adriana Aneli o blog ‘Boca a Penas’. Os ventos a levaram para outros mares, mas a metamorfose do voo a penas não calou o grito do céu da boca… apenas o provocou.


Chris Herrmann é autora do livro ‘gota a gota’
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Emerson Braga

SONY DSC…nasceu em 12 de agosto de 1976, é brasileiro e natural de Fortaleza, no estado do Ceará. Nos primeiros anos de sua vida, teve problemas de aprendizado. Não conseguia ler ou escrever coisa alguma, o que se tornou motivo de muita infelicidade. Empenhou-se tanto na conquista de sua alfabetização que a palavra acabou por ganhar importante significação em sua vida. Adquirido o conhecimento, ainda aos sete anos de idade, escreveu seu primeiro conto: A Praia Ruim.
Cursou Letras na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e hoje trabalha no Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado do Ceará, SINCOR/CE. Tem vários trabalhos literários publicados, inclusive sua primeira antologia de contos.

 


Emerson Braga é autor de ‘muiraquitã’
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Lunna Guedes

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sagitariana. degustadora de cafés. uma flecha em voo rasante. colecionadora de silêncios e apreciadora de espaços urbanos. não gosta de fazer compras. detesta dias de sol. ama dias de chuva. aprecia o outono em qualquer hemisfério.

| escreve por escrever somente |

seu único compromisso é com seus abismos, onde salta para sentir a sensação de queda, sem pouso. adestradora de pretéritos e desafiadora de futuros… a direção na qual a ponta do grafite avança. sabe que seus escritos são obras inacabadas… nunca prontos. ponto final é uma coisa incompreensível. prefere reticências e cadernos com folhas de amarelecidos tons.

 


 

Lunna Guedes é autora de “reticências”,
da “trilogia lua de papel” — “septum” e “vermelho por dentro”
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Marcelo Moro

Autor

 

Virginiano místico, nascido sobre terras tecelãs.
Regido sob os véus de Ártemis e suas danças insones desde menino.
Cerziu suas histórias a passos soltos: Ora aqui…ora em Istambul, anéis de Saturno ou nos olhos fumegantes das costureirinhas e de suas entranhas nostálgicas.
Filosofa sua acidez cotidiana em torno de cafés ou doses etílicas, sob a regência dos burburinhos locais.
Com uma peculiaridade característica – musicaliza as curvas poéticas de suas musas como um domador de versos.
Ah! E como são inspiradores seus golfos insensatos! Sobre esse ir e vir, inúmeras vidas, a linha subentendida entre: O ser…o querer e o fato.”

Por Maria C. Florêncio

Poeta, ensaísta, publicitário, músico e futurista!

 


Marcelo Moro é autor dos livros de poesias
“Teatro das Ousadias” e “Alameda das Sombras”
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Maria Florêncio

Autora

Parida na acidez de Áries, em uma madrugada de Abril… sob as águas mornas de uma cidade litorânea tupiniquim qualquer. Não gosta das ondas calmas. Brinca até hoje com todas as Manias que lhe habitam. Rabisca suas emoções desde que lhe ‘disseram’ ser gente, entre grafites e tintas. Aprendeu com os Anciões que linhas possuíam formas-dores e alegrias e cabiam em envelopes. Vive com os pés na Lua. Alma sem raízes ou culpas. Sorve bebidas quentes por compulsão… se veste de nostalgia para ir à guerra. Perde-se entre amores irracionais e ilógicos. Cansou de delegar ambições alheias. Jogou folhas e contratos ao vento e voltou a respirar. É mãe por acaso-pretensão instintiva e cheia de porquês… Sem respostas.

 


Maria Florêncio é autora do livro de poesias Sadness
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Mariana Gouveia

Autora

 

Nasci numa fazenda no interior de Goiás, das mãos de uma parteira que se chamava Florinda, mas que todo mundo a conheciam por dona Fulô, no primeiro dia de julho de 1.965. Era inverno, mas parecia primavera… Ali, cresci e vivi um conto de fadas entre sete irmãos. Mudei para Mato Grosso por conta de uma doença de minha mãe, num dia qualquer de agosto. Precisamente dia 25. Era outono, mas não havia diferença entre os dias quentes de verão e vim descobrir bem depois que era assim o ano todo e em qualquer estação… Desde pequena as palavras me invadiram e escrevia em tudo que podia. Papel de pão, papel de embrulho de qualquer coisa, guardanapos, chão. Cadernos eram luxos que só vez ou outra ganhava, e reservava eles para depositar sonhos, história e o dia a dia vivido. Tornei-me radialista por vocação e isso me dava a liberdade de espalhar as palavras que eu escrevia nas ondas do rádio. Sonhadora. Adoro as noites de lua, borboletas, joaninhas, libélulas e fotografias — não necessariamente nessa ordem — artesã de alma e de paixão.
Amo o rádio. Aproveito o eu lírico e enfeito o papel com os sonhos — os realizados e os que ainda vou realizar. Apaixonada, dedicada e toda coração. Essa sou eu.

 


Mariana Gouveia é autora do livro de poesias ‘o lado de dentro’
e ‘cadeados abertos’… para mais informações clique aqui…

Obdulio Nuñes Ortega

Autor

 

nasceu a fórceps no começo de outubro de 1961, no centro de São Paulo. Ainda criança, começou a se mover para a Periferia, primeiro à Leste, depois ao Norte. Desde cedo, quis ser escritor.
Renasceu aos 17 anos, vegetariano e a crer. Aos 27, renasceu casado e pai. Escolheu trabalhar como peão e dono de seu próprio negócio. Budista, demorou a lucrar. Franciscano, aceitou com resignação ganhar o pão com o suor de seu rosto.
O escritor adormeceu e, sem ter como se expressar, aquele Obdulio morreu no final de outubro de 2007, diabético, por excesso de amargor. O atual renasceu a carregar a memória do antigo homem que escrevia, a enxergar o mundo com novos olhos… ainda que a herdar a miopia do outro. E chega até este quadrante a sentir redivivo… a cometer os erros dos novos, a renovar os seus ímpetos, a amar como um adolescente, a ser escritor, como sempre quis.

 


Obdulio Nunes Ortega é autor de ‘REALidade’
Para mais informações, clique aqui…