Plural 1900 | Toda escrita precisa de ócio

Por Aden Leonardo

 

Não sei bem se a escrita precisa do ócio. Vontade de escrever (para mim) aparece em situações “ocupadas”. Para o ato de executá-la, certo ócio é necessário. Sendo que do ócio momentâneo já parte para a execução, deixou de ser ócio.

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— Quando eu morrer

Por Aden Leonardo


 

Não me enterrem com almofadinhas*. Não me façam museu. Não criem o dia da livraria de rua, de chão, de antigamente, só de livros. Não me “momenclature”. Agora que sou híbrida, enxertada com cadernos, bolsas, discos, dou crias de autoajuda. Dou mais que isso! Dou lucro de propriedade internacional, sou até muitas vezes passaporte (se guardar o cupom fiscal) para o banheiro do shopping lotado. Visitar-me vale mais ou menos cinquenta centavos.

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04 – Nem sempre a lápis | Aden Leonardo

Cinco poemas para degustar Aden Leonardo

 

…é pessoa engolidora de choros, por isso sofre de derrames por extensos quase todas as noites. Os assuntos que ela escreve referem-se ao enorme mundo à volta de seu umbigo. Adora escrever e fazer andanças, sobe morros e picos. Suspeita que a felicidade é algo tão difícil de alcançar que deve estar no mais alto ponto do Himalaia. Por isso escala em MG e RJ, vai que existem felicidadezinhas nas montanhas menores? Não suspeita que é escritora… é uma atrevida mesmo.

 

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Coletivo |Apresentação…

Por Lunna Guedes…

 


 

Há pouco mais de uma semana, voltei às minhas caminhadas diárias… hábito que havia abandonado desde que o cão nos deixou. Ele era o meu parceiro de calçadas-esquinas-ruas-pracetas… com seus passos lentos e constantes pausas: em postes, árvores e portões. Era um curioso nato, que gostava imenso de se aventurar em certos cenários… e eu me deixava conduzir por seu faro aguçado. Nunca estava errado em suas escolhas. Eu era um barco, e ele a bússola a apontar para essa espécie de Norte.

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Resenha | Dentro de um Bukowski

Por Marecelo Moro


Foi apreciando uma poesia que falava de uma pedra que conheci Aden Leonardo — numa dessas madrugadas insones tão comuns para mim —, e depois descobri , tão comuns para ela também.

A pedra poderia ser na Lua ou em Marte, como gostam meus exageros, mas era uma pedra em Itaúna e, de tão curta descrição, me levou a imaginar um Everest dentro de uma caixa de fósforos… e me deu vontade de ouvir Wagner.

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