Conto | Adriana Aneli…

o pescador de ilusões

Morava naquela calçada… até as pessoas de bem se sentirem incomodadas. Então se mudava para outra calçada. A vida cabia na mala e ele a arrastava. Pedia dinheiro para o café. Não davam. Vai pra crack e cachaça. Não ia não. Ele não queria crack e nem cachaça. É verdade. Queria café. Comida arrumava. Queria café. Café, moço. Perdeu o juízo, mas não a vontade. Só queria um copo de café quente, muito quente, tão quente que descesse pela garganta queimando, queimando, quente… até aquecer a ponta dos dedos nesta manhã gelada.

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Resenha | amor expresso

Por Marcelo Moro

 


 

Desde muito cedo, aprendi que o café é uma arte… meus pais, amantes desse tesouro, me deram como herança tal apreço. Antes, meu bisavô — na cidade de Santa Cruz das Palmeiras, interior de São Paulo — cultivava, colhia, secava e ensacava o que viria como maravilha depois para nossas xícaras.

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Coluna Plural | Fui, como ervas…

Por Adriana Aneli

 


o inconsciente está na mesma posição de alguém que teve uma visão
ou experiência original e quer compartilhá-la”.
Marie Louise Von-Franz

 


Posso dizer dele, que chegou como a fada, atrasada para a festa. Assim como ela, transformou andrajos do meu conhecimento, em paixão pela literatura, irreversível para além de doze badaladas.

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