Coletivo |Apresentação…

Por Lunna Guedes…

 


 

Há pouco mais de uma semana, voltei às minhas caminhadas diárias… hábito que havia abandonado desde que o cão nos deixou. Ele era o meu parceiro de calçadas-esquinas-ruas-pracetas… com seus passos lentos e constantes pausas: em postes, árvores e portões. Era um curioso nato, que gostava imenso de se aventurar em certos cenários… e eu me deixava conduzir por seu faro aguçado. Nunca estava errado em suas escolhas. Eu era um barco, e ele a bússola a apontar para essa espécie de Norte.

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Coluna Plural | Como seria se a vida fosse comandada pela literatura?

Por Caetano Lagrasta


Seria uma prisão, encadernada ou em brochura. Daquela sairiam ideias limpinhas, educadas, vendidas a preço ao alcance da burguesia — que, por sua vez, se colocara em compêndios enciclopédicos, sob a proteção de ricas lombadas de couro de porco, grafadas em ouro.

Para as brochuras estaria reservada a vida dos desvalidos, nada obstante agraciados com os mesmos autores e ideias dispensadas às edições luxuosas cuja compreensão lhes seria árdua.

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ABECEDÁRIO

Abecedário escrevi aos 23 para publicar aos 73 e ler aos 73 com a cabeça de 23: quebra-cabeças na (des) ordem que me convém. Como sugere Guimarães Rosa:  ‘se o assunto é meu e seu lhe digo, lhe CONTO que vale enterrar minhocas?’

Caetano Lagrasta

Coluna Plural | Alguma coisa acontece…

Por Caetano Lagrasta

 

Era uma vez, um baiano, cercado de novos caetanos. Todos eles sonhavam de pés descalços antes de serem despachados para Londres, serrana bela e eles não serviam ao Grão da Bretanha, mas a ela.
Vestiram pele de carneiro para ser capa de long-play e cantaram, até a Asa Branca, que bateu asas do sertão.
Despedidos de sampa passaram frio medonho tomando chá com torradas na Down Street.

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Palavra de Editor | Contos de A a Z…

Por Lunna Guedes
Editora Scenarium


O alfabeto tem poderosas vinte e poucas letras, que  — somadas  — nos conduzem a um sem-fim de possibilidades… o próprio universo depende dessa soma que aprendemos em idade escolar, seja pelas mãos hábeis de um professor, ou de um estranho — que rouba para si o prazer de ver descortinar os véus que cobrem os olhos no momento em que, ainda somos ignorantes quanto aos símbolos, que o homem inventou para se comunicar…

O poeta Adonis diz, em seu poema: ‘ele pensa: as palavras — que com ele disseram o nome das árvores, das estrelas, dos amigos‘… porque, através das somas feitas em nossa memória de símbolos atribuídos, o nosso mundo é esse emaranhado de vogais e consoantes.

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