Coletivo |Apresentação…

Por Lunna Guedes…

 


 

Há pouco mais de uma semana, voltei às minhas caminhadas diárias… hábito que havia abandonado desde que o cão nos deixou. Ele era o meu parceiro de calçadas-esquinas-ruas-pracetas… com seus passos lentos e constantes pausas: em postes, árvores e portões. Era um curioso nato, que gostava imenso de se aventurar em certos cenários… e eu me deixava conduzir por seu faro aguçado. Nunca estava errado em suas escolhas. Eu era um barco, e ele a bússola a apontar para essa espécie de Norte.

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Coluna Plural | Livros que não foram terminados

Por Chris Herrmann


Acordei pensando naqueles livros que teriam sido se eu tivesse escrito, começado ou terminado. A mesa cheia de papéis denuncia minha preguiça, falta de criatividade ou ansiedade? A dinâmica da literatura parece me sucumbir. O que você, leitor interessado nas minhas linhas, me diria num momento desses? Tenho medo. Tenho medo de pensar sobre isso, e mais medo ainda de não pensar.

Retorno à mesa de trabalho. Ligo o computador e fico olhando para a tela, como se dela, viesse a resposta. Meus dedos tremem. Largo o teclado e remexo meus papéis. Ah, tantas ideias malucas sobrevoando minha cabeça fumegante… talvez seja este o problema, pensei. Você me perguntaria: Mas onde está o problema, nas ideias malucas ou na cabeça fumegante? Eu diria: Nos dois! Mas o problema não acaba aí. A forma de escrever tem que te tocar, querido leitor. Tem que te fazer estremecer e te emocionar. Tem que te levar ao inferno e ao paraíso…

Comecei a escrever um livro há anos e engavetei o coitado. Depois outro e outro. E sempre penso em mais algum só para demonstrar a mim mesma que incompetência não tem limites e ainda pode tomar o poder sobre mim. Então comecei a folhear os que já publiquei. Perderam aquele cheirinho de novo, sabe? Mas ainda tem o aroma e a beleza da poesia que circundava a minha cabeça em algum momento da minha vida, até a independência que lhe foi prometida chegar. E chegou.

Hoje estou mais calma. Volto a escrever mergulhando num dos pequenos mundos que se alimentam da minha voz. Sei que há livros inacabados na gaveta. Sei também que há papéis desordenados sobre a mesa imitando os meus neurônios. Mas por que me desesperar? Eu e você, caro leitor, somos livros com honrosas páginas em branco. Somos todos, histórias inacabadas. A vida e o mundo (este casal tão pouco explorado) estão sempre em movimento de transformação e nem sabemos ainda no que vai dar. E é esta beleza que fascina tanto a mim quanto a você, e a quem mais interessar possa… o romance eterno, inacabado por natureza.

Chris Herrmann

Autora do livro “gota a gota


Nascida no Rio de Janeiro às nove horas da noite de uma sexta-feira sob o signo de câncer, Chris Herrmann cresceu numa família numerosa. Quando aprendeu a escrever, antes mesmo de ir para a escola, desenhou suas primeiras palavras nas paredes de casa, para desespero de seus pais.

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Gota a Gota

 

Gota a Gota pretende levar você ao caminho das águas distantes e profundas da poesia. Cada poema uma inspiração. Cada ilustração uma nova viagem. Tudo para que você construa seu próprio barquinho e deixe que os ventos o levem por amares até então desconhecidos. Mas muito cuidado: gotas que se juntam também podem transbordar. Você poderá se identificar e se perder pelas marolas da fantasia. No meio do caminho, entretanto, poderá colidir com embarcações que enfrentam ondas, descobrir novos afluentes e canais venosos do coração; ora de amarguras, ora de ternuras.  Gota a Gota quer se emocionar com você e tirá-lo do cais da secura, transformar sua sede de sentidos em gotas de aventura. Lê-lo será arriscar novas rotas de arrepio. Mas viajar não é preciso?

Chris Herrmann

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