Oitavo Capítulo | Agosto

 

Agosto começa com mudanças… há nuvens no céu {promessas de chuva} mas continua quente — embora seja inverno… as temperaturas da pele e da alma sobem, porque estamos na Paulicéia totalmente Desvairada.

A minha São Paulo é insana… enlouquecida e desfila diante de meus olhos como os livros de Mário — com seus versos a regurgitar uma cidade que não atravessa o real: pelo contrário, vai para dentro… trafega nas veias do poeta-homem-de-andrade e desfila ilusões várias aos nossos olhos.

Nem todos sabem apreciar, mas a vida — aproveitando os versos de Cecília — a vida só é possível se reinventada…

E é isso que pretendemos em agosto.
Temos nossas coisas a anunciar… mas, vamos com calma, de maneira diária, para que possamos aproveitar todas as estações da alma, do corpo e, também, do ano…

Que agosto tenha seus sabores e, sobretudo, que você prove cada um deles. 

O convite está feito… nosso banquete será servido no dia 26 de agosto, às 16 horas — falta apenas indicar o ‘scenarium‘… mas você já pode reservar a data!

 


Abraços no Plural
Lunna & Marco

 

 

AMOR EXPRESSO

 

Amor expresso pretende libertar risos ou gritos guardados na garganta. São histórias feitas por e para personagens anônimos que acordam perplexos para as banalidades boas e más que nos ocorrem a cada dia, toda manhã, após uma xícara de café.

Adriana aneli

ABECEDÁRIO

Abecedário escrevi aos 23 para publicar aos 73 e ler aos 73 com a cabeça de 23: quebra-cabeças na (des) ordem que me convém. Como sugere Guimarães Rosa:  ‘se o assunto é meu e seu lhe digo, lhe CONTO que vale enterrar minhocas?’

Caetano Lagrasta

Palavra de Editor | Contos de A a Z…

Por Lunna Guedes
Editora Scenarium


O alfabeto tem poderosas vinte e poucas letras, que  — somadas  — nos conduzem a um sem-fim de possibilidades… o próprio universo depende dessa soma que aprendemos em idade escolar, seja pelas mãos hábeis de um professor, ou de um estranho — que rouba para si o prazer de ver descortinar os véus que cobrem os olhos no momento em que, ainda somos ignorantes quanto aos símbolos, que o homem inventou para se comunicar…

O poeta Adonis diz, em seu poema: ‘ele pensa: as palavras — que com ele disseram o nome das árvores, das estrelas, dos amigos‘… porque, através das somas feitas em nossa memória de símbolos atribuídos, o nosso mundo é esse emaranhado de vogais e consoantes.

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