O último capítulo…

Por Lunna Guedes



Espiar as horas, os dias, as semanas encadeadas umas nas outras e ver o calendário todo marcado. Chegou dezembro… e uma pergunta se agiganta dentro, enquanto amasso a folha de novembro com a mão esquerda: para onde foram todos os meses de 2017?
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Coletivo |Apresentação…

Por Lunna Guedes…

 


 

Há pouco mais de uma semana, voltei às minhas caminhadas diárias… hábito que havia abandonado desde que o cão nos deixou. Ele era o meu parceiro de calçadas-esquinas-ruas-pracetas… com seus passos lentos e constantes pausas: em postes, árvores e portões. Era um curioso nato, que gostava imenso de se aventurar em certos cenários… e eu me deixava conduzir por seu faro aguçado. Nunca estava errado em suas escolhas. Eu era um barco, e ele a bússola a apontar para essa espécie de Norte.

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lua de papel (livro um)

Lua de papel sou eu… é você e toda mulher que se olha no espelho… e busca se encaixar no reflexo que ali se desenha. Você pode ser a menina do interior, que quer fugir do destino traçado no exato instante de seu nascimento. Ou a menina da cidade grande, que nada sabe de destino, mapas e só faz ir em frente.
Não importa em quem você irá se ver refletir, pois o fio condutor dessa trama é um mesmo elemento: o desejo de Ser…

Lunna Guedes 

Palavra do Editor | Receitas do cotidiano

Por Lunna Guedes
Editora Scenarium

 


é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.

eugénio de andrade


Eu me lembro da primeira vez em que pousei meus olhos em uma crônica… rodapé do jornal da cidade de Marselha, onde ‘morei’ por um verão inteiro.

Toda segunda, o encarte trazia uma crônica — escrita por um ‘velho escritor aposentado’ —, que havia se isolado do mundo-realidade-pessoas e, desde então, vivia em um chalé.

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Lunna Guedes

Autora de “Reticências” – “Lua de Papel
Septum” e “Vermelho por dentro


…sagitariana. degustadora de cafés. uma flecha em voo rasante. colecionadora de silêncios. não gosta de fazer compras. detesta dias de sol. ama dias de chuva. não aprecia o verão tropical. ama o outono em qualquer lugar. escreve por escrever somente. seu único compromisso é com seus abismos, onde salta para sentir a sensação de queda, sem pouso. adestradora de pretéritos e desafiadora de futuros… a direção na qual a ponta do grafite avança. sabe que seus escritos são obras inacabados… nunca prontos. ponto final é uma coisa incompreensível. gosta de vírgulas e exclamações.

Palavra do Editor | vi e ou/vi…

Por Lunna Guedes
Editora Scenarium


 

A Poesia pode ser — de acordo com os rótulos tradicionais — uma espécie de etiqueta, que nos avisa da qualidade da roupa que cobre o corpo: moderna, maldita, parnasiana, marginal, contemporânea… mas, nenhum rótulo é capaz de afirmar o sentimento que transborda no leitor ao ler um verso bem feito.

A poesia nos cala, consome… nos deixa nus, a nos equilibrar em epítetos. Julgar a poesia é condenar a si mesmo. Rotular é se repetir… mas, somos assim — e isso parece ser incorrigível.
Outro rótulo muito usado nesse tempo — denominado contemporâneo — é: poeta… no entanto, por mais que se insista, não veste qualquer pele… muito embora se multipliquem nas sombras os que tomam para si a palavra e apontam para nós os seus sufrágios.

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