02 – Nem sempre a lápis | Maria Florêncio

Oito poemas de Maria Florêncio…


 

parida na acidez de Áries, em uma madrugada de Abril… sob as águas mornas de uma cidade litorânea tupiniquim qualquer. Não gosta de ondas calmas. Brinca até hoje com todas as Marias que lhe habitam. Rabisca suas emoções desde sempre entre grafites e tintas… aprendeu com os Anciões que linhas tinham dores e alegrias e cabiam em envelopes beijados. Vive com os pés na Lua. Sua alma não tem raízes. Sorve bebidas quentes por compulsão… se veste de nostalgia para ir a guerra. Perde-se entre amores de quatro patas. Cansou de delegar ambições alheias… jogou folhas e contratos ao vento… e voltou a respirar. É mãe da menina mais cheia de porquês do planeta… e se tornaram cúmplices nas risadas e, rivais do tempo.

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