Poesia | Mariana Gouveia


 

Essa sou eu,

mas, às vezes, uma confusão bate
Vou a janela… pergunto se posso tirar os sapatos.
Mostrar quem sou…

Tiro as roupas também?

Passeio pelo espelho…
O reflexo que vejo é Ela.

Cara sobreposta na minha.
Olhosdelameninadosolhoseu.

Típica tempestade interna…
— essa indecisão/procura.

O espelho nunca mostra o que quero-sou

O reflexo me vende olheiras.
Vazio branco oco por dentro.

Desatino.

Saio com riso de louca no olhar.
Quebro o espelho.

Mais sete anos de sorte.

Tem consulta hoje?

 


 

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