— A poesia é nosso sentimento transformado em palavras

Por Thelma Ramalho

 


 

A POESIA ME FOI APRESENTADA por uma antiga coleção chamada O Mundo da Criança era composto de 15 volumes, com versos e cantigas infantis, contos de fadas, música, educação, era quase um Google.

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— O glamour de ser leitor

Por Ester  Fridman
Escritora, filósofa e astróloga


ANTES DE PENSAR, ler e escrever, imaginamos. A criança é dotada de imaginação, e esta vai dando lugar aos conceitos na medida que se aprende a falar e articular ideias. A imagem é anterior ao pensamento. Os adultos vão apresentando uma série de coisas às crianças, como gente, brinquedos, móveis, animais e objetos em geral, dizendo-lhes como os devemos chamar.

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— A leitora que eu gostaria de ser…

Por Tatiana Kielberman

 


 

Penso na leitora que eu gostaria de ser e meu coração se aquece ao vislumbrar as possibilidades de tal feito! Sonho — acordada — em tocar o livro que repousa sobre a mesa do café ao lado, nas primeiras horas da tarde… e que chega aos meus olhos, sem que eu possa tomá-lo em mãos e desfrutar do gesto — delicioso — de virar página por página. O tempo é faminto e avança… matreiro!
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— O que acontece com as nossas livrarias?

Por Renato Essenfelder

 

QUANDO MORRE A POESIA? Estou inquieto. Visitas à livraria ultimamente me deixam inquieto — noutros tempos, tinham efeito relaxante.

Em parte é a idiotização do acervo que aborrece. E uso a palavra “idiota”, aqui, lembrando de seu sentido original, grego. Idios: privado, separado, apartado. O adjetivo designava, na antiga Grécia, o cidadão que não participava da vida pública, o ensimesmado, desinteressado do mundo.

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— Quando eu morrer

Por Aden Leonardo


 

Não me enterrem com almofadinhas*. Não me façam museu. Não criem o dia da livraria de rua, de chão, de antigamente, só de livros. Não me “momenclature”. Agora que sou híbrida, enxertada com cadernos, bolsas, discos, dou crias de autoajuda. Dou mais que isso! Dou lucro de propriedade internacional, sou até muitas vezes passaporte (se guardar o cupom fiscal) para o banheiro do shopping lotado. Visitar-me vale mais ou menos cinquenta centavos.

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— Vida percorrida em livrarias…

Por Roseli Pedroso… 


MINHA RELAÇÃO COM LIVROS se deu ainda pequena, quando meu pai — na época trabalhando numa empresa de mudanças, ganhou de um cliente, uma coleção de livros em miniatura. Fiquei encantada com aqueles livrinhos minúsculos escritos em francês, inglês e alemão. Tão bem feitos em capa de couro e detalhes dourados que, para mim, eram mágicos. E eram!

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COLUNA PLURAL | A barra de ser leitor…

Por Virginia Finzetto


 

QUANDO LHE ENSINARAM as primeiras letras, nada era diferente dos rabiscos que vinha praticando desde os seus primeiros anos de vida. Ao lado das figurinhas coloridas, as garatujas também faziam parte de uma mesma coleção, na qual todos os elementos carregavam um único e preciso significado. Em sua maioria, esses esboços davam nome às coisas, àquelas que povoavam seu mundo, ainda, de restrito saber de um iniciante. Coisas e nomes estavam tão unidos entre si, que era difícil identificar onde começava um e onde terminava outro.

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