ENTREVISTA |Claudinei Vieira

…se emaranha nas palavras, se enrosca nas palavras, se perde. E gosta de , de vez em quando, se perder. Faz sentido ao termo ‘poeta’ se deslumbrar com as perdas, com as ausências, com os ecos vazios. Mas, admite que pode ser um pouco frustrante, também, a busca, a ânsia. Dolorida, igualmente. Imagina que a beleza pode ser dolorida e que, ao final e ao cabo, feliz ou infelizmente, isso também faz parte do ser poeta. E Claudinei Vieira prossegue, entre as palavras, entre as perdas, entrechoques, aff, Poeta.

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09 – Nem sempre a lápis |Sylvia Plath

Três poemas de Sylvia Plath

…era capaz de escrever com lucidez inigualável sobre seu universo íntimo e não fazia esforço para disfarçá-lo. Apesar do brilhantismo, apresentava tendências depressiva. Havia tentado o suicídio outras duas vezes antes da fatalidade em 1963.

Começou a escrever os Diários ainda em criança, chamava-lhes o seu “Mar de Sargasso”. Foi um talento precoce: aos oitos anos uma poesia sua já era publicada em um jornal de Boston, no entanto, a maior parte de sua obra é póstuma

 

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Oitavo Capítulo | Agosto

 

Agosto começa com mudanças… há nuvens no céu {promessas de chuva} mas continua quente — embora seja inverno… as temperaturas da pele e da alma sobem, porque estamos na Paulicéia totalmente Desvairada.

A minha São Paulo é insana… enlouquecida e desfila diante de meus olhos como os livros de Mário — com seus versos a regurgitar uma cidade que não atravessa o real: pelo contrário, vai para dentro… trafega nas veias do poeta-homem-de-andrade e desfila ilusões várias aos nossos olhos.

Nem todos sabem apreciar, mas a vida — aproveitando os versos de Cecília — a vida só é possível se reinventada…

E é isso que pretendemos em agosto.
Temos nossas coisas a anunciar… mas, vamos com calma, de maneira diária, para que possamos aproveitar todas as estações da alma, do corpo e, também, do ano…

Que agosto tenha seus sabores e, sobretudo, que você prove cada um deles. 

O convite está feito… nosso banquete será servido no dia 26 de agosto, às 16 horas — falta apenas indicar o ‘scenarium‘… mas você já pode reservar a data!

 


Abraços no Plural
Lunna & Marco

 

 

04 – Nem sempre a lápis | Aden Leonardo

Cinco poemas para degustar Aden Leonardo

 

…é pessoa engolidora de choros, por isso sofre de derrames por extensos quase todas as noites. Os assuntos que ela escreve referem-se ao enorme mundo à volta de seu umbigo. Adora escrever e fazer andanças, sobe morros e picos. Suspeita que a felicidade é algo tão difícil de alcançar que deve estar no mais alto ponto do Himalaia. Por isso escala em MG e RJ, vai que existem felicidadezinhas nas montanhas menores? Não suspeita que é escritora… é uma atrevida mesmo.

 

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02 – Nem sempre a lápis | Maria Florêncio

Oito poemas de Maria Florêncio…


 

parida na acidez de Áries, em uma madrugada de Abril… sob as águas mornas de uma cidade litorânea tupiniquim qualquer. Não gosta de ondas calmas. Brinca até hoje com todas as Marias que lhe habitam. Rabisca suas emoções desde sempre entre grafites e tintas… aprendeu com os Anciões que linhas tinham dores e alegrias e cabiam em envelopes beijados. Vive com os pés na Lua. Sua alma não tem raízes. Sorve bebidas quentes por compulsão… se veste de nostalgia para ir a guerra. Perde-se entre amores de quatro patas. Cansou de delegar ambições alheias… jogou folhas e contratos ao vento… e voltou a respirar. É mãe da menina mais cheia de porquês do planeta… e se tornaram cúmplices nas risadas e, rivais do tempo.

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O lado de dentro

Sabe aquela pele que arrepia e que toca a alma?

Sabe aquele gesto que faz com que você pare, suspire e inspire?

Sabe qual é a maior pretensão do lado de dentro?

Emocionar.

 

Mariana Gouveia

Palavra do Editor | vi e ou/vi…

Por Lunna Guedes
Editora Scenarium


 

A Poesia pode ser — de acordo com os rótulos tradicionais — uma espécie de etiqueta, que nos avisa da qualidade da roupa que cobre o corpo: moderna, maldita, parnasiana, marginal, contemporânea… mas, nenhum rótulo é capaz de afirmar o sentimento que transborda no leitor ao ler um verso bem feito.

A poesia nos cala, consome… nos deixa nus, a nos equilibrar em epítetos. Julgar a poesia é condenar a si mesmo. Rotular é se repetir… mas, somos assim — e isso parece ser incorrigível.
Outro rótulo muito usado nesse tempo — denominado contemporâneo — é: poeta… no entanto, por mais que se insista, não veste qualquer pele… muito embora se multipliquem nas sombras os que tomam para si a palavra e apontam para nós os seus sufrágios.

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vi e/ou vi

 

“Nascer ou morrer, tudo ou nada, sim ou não, par ou ímpar… E nos intervalos, eu me ocupo com o quê? A criar diversidade de tons que preencham os vãos desses extremos. A revelar em poemas a rebeldia contra os fatos consumados e nenhum senso comum. Neste livro, pretendo ser agente de artimanhas que provoquem algum assombro ou diversão. É para o impacto de sentir o sopro na pele que eu o convido a ler VI E/OU VI que o vento é aqui.

Virginia Finzetto

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