Emily Dickinson

Por Lunna Guedes . How slow the Wind — How slow the sea — How late their Feathers be! — Emily Elizabeth Dickinson nasceu em Amherst — uma pequena cidade do Estado de Massachusetts, no interior de Bonston — a 10 de dezembro de 1830 e ali morreu em 15 de maio de 1886. E,…

Al Berto

Por Lunna Guedes . . Li a última biografia de Al Berto num gole só… assim que chegou em minhas mãos — um carinho da amiga de faculdade que sabe de meu gosto pela poesia e seus poetas. A biografa Golgona Anghel não economizou na pesquisa e entrevistas e nos apresenta nessas páginas… um retrato…

Sete luas

Por Emerson Braga QUANTAS LUAS VOCÊS JÁ LERAM NOS ÚLTIMOS DIAS? EU LI SETE!     Não há um dia sequer em minha vida em que eu não olhe dezenas de vezes para o céu, principalmente quando as estrelas começam a cintilar no firmamento, pois, como o Rodrigo S.M. de Clarice Lispector, “eu também sou…

Dentro de um Bukowski

Por Marcelo Moro   Foi apreciando uma poesia que falava de uma pedra que conheci Aden Leonardo — numa dessas madrugadas insones tão comuns para mim —, e depois descobri , tão comuns para ela também. A pedra poderia ser na Lua ou em Marte, como gostam meus exageros, mas era uma pedra em Itaúna…

Verbo proibido

A poesia de Adriana Elisa é um dia de chuva, passos dentro de um cômodo com uma mobília antiga, coberta de poeira de vida, com retratos de uma realidade que pode ser medida por vontades-desejos-saudades… tem cor-aroma e precisa ser tragada num pesado gole para que o efeito de seu ‘verbo proibido’ seja sentido no…

Sadness

Sadness é um livro de poesias que são argumentos do dia-vida-noite-morte… e o tempo anda para frente e para trás… às vezes, avança para dentro-fora e se perde em contraditórios movimentos inesperados, como num soluçar ininterrupto ou aquela pontada mais aguda que não é fim, nem começo… é apenas uma pausa nas coisas, como aquele…

Puizya pop e outros bagaços no abismo

O poeta e contista Andri Carvão vem, nos seus últimos trabalhos, afirmando cada vez mais que o real do dia a dia, com suas injustiças travestidas de civilidade, também pode ser terreno fértil para a feitura de uma poesia cujos focos são a urgência das ruas e outros temas mais espinhosos. Simples assim: a Puizya…

Gota a gota

…pretende levar você ao caminho das águas distantes e profundas da poesia. Cada poema uma inspiração. Cada ilustração uma nova viagem. Tudo para que você construa seu próprio barquinho e deixe que os ventos o levem por amares até então desconhecidos. Mas muito cuidado: gotas que se juntam também podem transbordar. Você poderá se identificar…

vi e/ou vi

“Nascer ou morrer, tudo ou nada, sim ou não, par ou ímpar… e nos intervalos, eu me ocupo com o quê? A criar diversidade de tons que preencham os vãos desses extremos. A revelar em poemas a rebeldia contra os fatos consumados e nenhum senso comum. Neste livro, pretendo ser agente de artimanhas que provoquem…

Diário das coisas que não aconteceram

Diário das coisas que não aconteceram… com o Diário, ou “des-diário” pretende-se quase muita coisa. Inventar os dias que não existiram. Conforme o tempo passa sem acontecer o que inventamos de ser, em luz e sombras, dias e noites, nascer e morrer. É uma história de não, em frases de afirmações. Uma dose de intenções….

02 poemas de Bianca Velloso

vermelho (2) catorze anos eu tinha e tinha também o Beto e a delicadeza do primeiro beijo um beijo e mais nada um beijo que era tudo … menina praieira voltava pra casa cantarolando o mar … questão de segundos meu canto foi interrompido …   não sei nem de onde surgiu aquele homem alto…

Indizível

  O Indizível é uma tentativa de tocar o tatame da alma. Ali onde adormecem os deuses e demônios que nos habitam. Há que se abrir a porta com cuidado e coragem. Há que se respirar fundo.  Há que se permitir. A metáfora como fio condutor. A metáfora escrita e a metáfora visual. A possibilidade da…

Um poema de Manoel Gonçalves

[caminhos tortos]   Penitência Trago em mim Estacas no peito Na esperança de findar O sofrimento vampiresco O mal súbito noturno O sangue que vertia ao inverso Saindo de minhas feridas De meus olhos lacrimejantes Sanguíneo farol flamejante Queimando, ardendo, ferindo Trago em meu peito As estacas que enfiei Inocentemente, sem querer Na jugular da…

Conheci Manoel Gonçalves (manogon) através de seu blogue onde escreve-desabafa sobre o cotidiano, com sua poética conhecida… e assim que comecei a pensar o universo artesanal, convidando-o para publicar na Scenarium

Um poema de Marcelo Moro

[teatro de ousadias]   Fogo Fátuo Você me vicia em poucos dias estava a mercê dos teus cristais Mágica fé morena , pequena em  fagulhas de cores ensina-me a querer -te mais e mais você me devolveu os poemas seduziu para fora minhas rimas, confundiu minhas soluções e na solidão das minhas linhas materializa-se em…

Foi Mark Zuckemberg quem meu deu a conhecer Marcelo Moro e a sua poesia. Ao ler suas linhas tive necessidade de entrar em contato, convidando-o a Scenarium…

Um poema de Mariana Gouveia

[o lado de dentro]   Havia qualquer coisa de Santa, mas havia, também, qualquer coisa de louca não sei se o jeito de olhar. O atrever-se com as mãos ou o recato do decote, tão íntimo. Havia qualquer coisa de tímida, mas, também havia qualquer coisa de exibicionista. Não sei se o riso solto ou…

Conheci Mariana Gouveia no mundo dos blogues e quando decidi me aventurar pelo universo dos livros artesanais, a convidei para brincar comigo e ela aceitou… surgiu dias depois o livro ‘o lado de dento’, um belo exemplo de poesia…

Um poema de Álvaro de Campos

Ah, um soneto   Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar e que a vai relembrando pouco a pouco em casa a passear, a passear… No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar) o mar abandonado fica em foco nos músculos cansados de parar. Há saudades…