R E D E M O I N H O

A Revista Literária Plural completa mais um ano de existência… nesse ano. E vamos firmes-fortes-valentes para a última edição — R E D E M O I N H O  para provar que com muito trabalho-empenho-dedicação, um pesado gole de café e com muita paixão envolvida… se consegue fazer um belo e delicioso trabalho.

Com o propósito de divulgar a literatura contemporânea, nos seus diferentes estilos-linguagens, e partilhar da visão de mundo dos nossos pares… esse último volume espera contar com a vossa participação.

 


contos-ensaios-poemas-crônicas-artigos

 

Para quem queira participar, envie-nos as vossas linhas:
scenariumplural@gmail.com até o dia 20 de outubro

 

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Plural | Clandestina

Por Maria Vitória



 

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Me sento ao norte que a bússola aponta e mastigo o pretérito do tempo que ainda me resta. O silêncio me devolve as incertezas do medo e fragilmente a vida que tanto tentei burlar, escorre como água barrenta num pós chuva por debaixo de minhas pernas agora trêmulas e flácidas.

O bumbo bate e me recordo de todas as sombras que tive de caminhar em pleno sol do meio dia. Às vezes de forma moribunda, outras em tom de invisibilidade. Clandestina embaixo do solado dos dias frios roubando a moralidade que um dia um belo útero me consentiu. Sabe, posso sentir o peso das asas de uma determinada liberdade sobre minhas costas e isso não é nada libertador, pelo contrário, isso sobrecarrega o ilusório vestígio que ainda me imponho. Trago as duas mãos ao peito enquanto me olho nua em frente ao espelho e repito incessante a mim mesma todas as mentiras veladas até essa fase de minha vida, todas as obscuridades, todos os roubos infantis e um tanto joviais, todas as noites perdidas tentando encontrar o pedaço de carne que revestia meu próprio corpo, toda moral que eu achei que precisasse de um consolo… Sempre falhei e ainda falho ao tentar resgatar o tanto de mim que um dia eu achei ter de sobra. Me introjeto nas sombras, abraço a discórdia da culpa, roubo a imbecialidade do meu eu: oculto, clandestino e um tanto selvagem.

 


 

Participam dessa edição os autores

Adriana Aneli | Alice Barros | Caetano Lagrasta | Emerson Braga | Ingrid Morandian | Joaquim Antonio | Lunna Guedes | Maria Florêncio | Manoel Gonçalves | Marcelo Moro | Mary Prieto | Nic Cardeal | Obdulio Nuñes Ortega | e, Silvana Schilive…

Apresentação de Maria Vitoria

 


 

| clique aqui para ler a verão on line da revista |

Plural | Ciranda

Por Obdulio Nuñes Ortega


 

Sempre soube, desde pequeno, que mulheres escrevem… fui seguidor de Agatha Christie e fiquei fascinado pelo “Morro dos Ventos Uivantes” de Emily Brontë, a começar pelo título.

Amava Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles. Gostei de “Éramos Seis”, de Maria José Dupré. Florbela Espanca e Cecília Meirelles me trouxeram poemas… que repito até hoje. Virgínia Wolf me seduziu com “As Ondas”…

Por tudo isso, afirmo que foi um Navegar pela infância… ler as crônicas, contos, poemas desta CIRANDA… na condição de leitor, fui jogado para todos os lados, como se estivesse a bordo de uma nau desgovernada.

Enquanto passageiro inseguro sobre os próprios pés, me deixei levar pelas palavras-fura-cões que assolam as páginas-vidas, virando-as a contento.

E uma vez nesse vórtice, me permiti descompreender “o que é” ser mulher.

Não é um segredo, embora muitos — poetas-homens-e-mulheres-igualmente — assim o pensem, por considerar impossível se desdobrar em tantas pessoas-seres, sem perder jamais uma generosa porção de si.

O convite está feito, sentem-se em um canto qualquer e permita-Se…

 

 


Na Edição Ciranda (primeira edição do ano) você vai ler as crônicas de Emerson Braga, Nic Cardeal, Silvana Marcia Schilive e Marcia Tondello | a poesia de Maria C. Florencio, Munique Duarte e Rebecca Navarro | colunas de Virginia Finzetto, Tatiana Kielberman, Maria Vitoria, e Thais Barbeiro | contos de Marcelo Moro, Emerson Braga e Adriana Aneli | e correspondência de Mariana Gouveia

Apresentação de Obdulio Nuñes Ortega


 

Para ler a versão digital clique aqui

Chamada aberta

crepusculo

Por definição… o crepúsculo é uma faísca temporal… uma espécie de precipitação entre o dia e a noite… apenas um segundo; um piscar de olhos e você o perde… exatamente como aquela idéia que surge quando você está no meio do caminho e totalmente desprovido de meios para detê-la em si… uma vez perdida, era com toda certeza o seu melhor…

Pensando nessa temática, propomos aos autores escrever sobre essa metáfora contundente… o crepúsculo na escrita!

Interessados em participar, favor enviar os textos para apreciação e possível publicação… até o dia vinte de outubro de 2015.

 


 

Envia para o nosso e-mail (scenariumplural@globo.com)
— artigos literários, poesias, contos, crônicas, ensaios, resenhas e charges —

Todos os trabalhos serão avaliados e os autores notificados
por e-mail quanto a publicação do material, em caso de aprovação.

Plural | RED

Por Lunna Guedes


 

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A Revista Plural, para mim… é como o projeto de um livro. É preciso pensar o prólogo e também o epílogo… alinhavar, entre si, cada um dos capítulos, lembrando que um livro é produto de um único artista, mas a revista é um combinado de autores com universos paralelos que se diferem… afastam e se aproximam… até colidirem bem diante de meus olhos.

Para a presente edição, escolhi o tema RED porque gosto de pensar que a escrita é sempre vermelha… essa substância que verte em nossas veias e ultrapassa a pele quando o corte é feito. Obviamente, o corte ao qual me refiro é uma metáfora, por considerar a escrita uma navalha afiada,  sempre pronta para o corte.

E, por isso, penso a Revista sempre a partir de mim mesma… sou efervescência e gosto quando o imaginário é conduzido à realidade pelas linhas agudas do próprio corpo, onde se misturam vontades e desejos.

Pensando nisso e, por ter tido uma estranha experiência ao criar no ano anterior uma edição erótica… que foi barrada enquanto formato digital, afinal, estamos cada vez mais pudicos… lembrei-me dos argumentos de certos senhores que camuflam a realidade.

RED, quando exposta enquanto título, levou a outra direção que não a orgia literária que eu propunha e, confesso que, tal qual Eva no Paraíso, os leitores morderam a maçã…

Plural | Solombra

solombra

 

Embora o título da primeira edição da Revista Plural de 2015 nos remeta diretamente a Cecília Meireles e seu punhado de versos a explicar a escuridão… que é a morte e também a vida — porque sabia a poeta, assim como sabem alguns de nós, que uma coisa depende da outra — foi em Pizarnik que encontrei o mote para alinhavar as palavras que irão compor as páginas de nossa revista literária.

Citar Solombra enquanto palavra é fácil, mas, navegar pelo sentindo aprisionado que ela nos oferece, revelou-se tratar de um delicioso desafio…

A palavra solombra foi salva da extinção pela poeta, já que os catedráticos que “cuidam da língua” a fizeram mais simples, sendo apenas “sombra”… esse rastro que a luz deixa no chão, sem peso ou drama: apenas um desenho de coisas que podem ser atravessadas pelos corpos e suas massas…

A partir da palavra original, a poeta arrasta para dentro de si um sem-fim de sentidos e significados únicos. Trata a morte como sendo a mais indigesta solombra. E o peso que se atribui a isso só se explica através da leitura de seus versos.. também é solombra a noite que abraça os olhos. O silêncio e a falta de ânimo. A quietude. A dor… a palavra, o papel, a mesa onde se escreve, a cama onde se deita, o sonho que vira pesadelo. Os olhos fechados e a manhã que desperta, sem que a gente de fato a perceba enquanto aurora no lado de dentro da derme, em estado de fadiga…

Ao ler os versos da poeta: “dizer com claridade o que existe em segredo | Ir falando contigo e não ver mundo ou gente | E nem sequer te ver, mas ver eterno o instante | No mar da vida ser coral de pensamento”, embarquei nessa viagem e, de repente, estava nos braços de Pizarnik, onde fiquei enquanto começava a desenhar — em minha mente — esse caldeirão onde os ingredientes se somam: as páginas da Plural.

 

“explicar com palavras desse mundo
que partiu de mim um barco levando-me”

 


 

Revista Plural Solombra

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Revista Plural | Chamada aberta

chamada para publicação

Olá,

 

Quero fazer uma revista — zine com textos nossos que falem do cotidiano, da vida, da realidade paralela-alternativa, das coisas que vemos e somos. Arte, música, literatura e tudo que nos toca e rasga por dentro e por fora.

 

Eu ofereço as páginas, você as linhas.
Aceita ser Plural?
Ah, esse é o nome que pretendo. Vem?

Lunna Guedes

Plural

A Revista Literária Plural é propriedade da “escrevinhadora” Lunna Guedes que idealizou o projeto em meados de 2012… em 04 publicações em formato de zine.

A idéia era publicar literatura contemporânea… partir do objeto singular (o escritor) e alcançar o plural (o leitor). Cada volume era único… norteado por um tema cuidadosamente escolhido para ser uma espécie de Norte para a escrita dos autores convidados.

A Scenarium trás de volta o formato, remodelado e cuidadosamente adaptado para o formato que escolhemos para as nossas publicações e avisa que para participar das quatro edições que serão publicadas em 2015… basta enviar o material escrito: prosa, poesia, conto, crônica, missiva ou ensaios para scenariumplural@gmail.com.

 

Os temas serão os seguintes:

  1. cafeína na veia (março)
  2. escrita contemporânea (junho)
  3. o mundo de alice (agosto)
  4. erótica (novembro)